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Continente e conteúdo: a chave para não pagar a mais no seguro de habitação

Atualizado: 2026-08-10

O que é cada coisa

Continente: a construção — paredes, pavimentos, tetos, instalações fixas, portas e janelas. Conteúdo: tudo o que está dentro e se move — móveis, eletrodomésticos, roupa, objetos pessoais e de valor. É o equivalente ao que em Portugal se chama «edifício» e «recheio».

Uma remodelação importante (cozinha nova, armários embutidos) passa a ser continente. É o descuido mais habitual ao calcular capitais.

Como calcular o continente

O continente calcula-se pelo custo de reconstrução (metros quadrados vezes o custo de construção da zona), não pelo preço de mercado da habitação. O valor do terreno não se segura: por isso, segurar o seu apartamento pelo que custaria comprá-lo é pagar a mais.

O perigo do subseguro e a regra proporcional

Se declarar um capital inferior ao real, a companhia aplica a regra proporcional: segura 70% do valor e pagam-lhe 70% de qualquer sinistro, incluindo os pequenos. É a letra pequena que mais dissabores dá na habitação.

O sobresseguro também não ajuda: pagar prémio por um capital superior ao real não faz com que o indemnizem a mais — a companhia só paga o dano real.

E se vivo arrendado?

O seguro de habitação não é obrigatório para o inquilino, mas a divisão é clara: o continente é assunto do proprietário e a si interessa-lhe segurar o seu conteúdo e, sobretudo, a sua responsabilidade civil — se a sua máquina de lavar inundar o vizinho de baixo, o responsável é você, não o senhorio. Uma apólice de inquilino custa pouco e evita grandes sustos.

Reveja todos os anos

Remodelações, compras importantes ou simplesmente a atualização automática de capitais da apólice podem deixá-lo em subseguro ou a pagar a mais. Uma revisão anual de cinco minutos evita ambas as coisas — nós fazemo-la gratuitamente com a sua apólice atual, seja cliente ou não.

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